Clássicos
69 títulos
A aranha negra
Tradução de Marcus Vinicius Mazzari
Obra publicada com o apoio da Fundação Suíça para a Cultura Pro Helvetia
Uma das novelas mais marcantes do século XIX, admirada por nomes como Thomas Mann, Walter Benjamin e Elias Canetti, A aranha negra foi escrita em 1842 por Jeremias Gotthelf, pseudônimo do pastor protestante suíço Albert Bitzius (1797-1854). Inspirada em lendas medievais, na Bíblia e nos surtos de peste negra que assolaram uma vila da região do Emmental nos séculos XIV e XV, a narrativa se inicia com uma festa de batizado e o relato da terrível história da aranha negra, que no passado aterrorizou e dizimou a população local após a quebra de um pacto com o diabo.
Ensaios
Tradução de Sérgio Milliet
O Ensaio Dos coxos Livro III é leitura obrigatória para o Vestibular da UFPR 2026 curso Filosofia
Edição integral
Revisão técnica e notas adicionais de Edson Querubini
Apresentação de Andre Scoralick
Revisão técnica e notas adicionais de Edson Querubini
Apresentação de Andre Scoralick
Obra-chave do pensamento ocidental, os Ensaios de Montaigne, publicados na França entre 1580 e 1588, tornaram célebre seu autor, inspiraram os filósofos do Iluminismo e criaram um novo gênero literário. Ao falar de si mesmo com uma franqueza e liberdade que até hoje nos tocam, Michel de Montaigne (1533-1592), um homem do Renascimento, fala na verdade da condição humana, com reflexões sobre a psicologia, a educação, a ética e a política. Esta tradução integral de Sérgio Milliet, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX - que busca, em sua elegância e fluência, sempre a fidelidade ao espírito do original -, é apresentada aqui com a rigorosa revisão técnica de Edson Querubini, um dos principais especialistas em Montaigne no Brasil.
Fedro
Tradução de José Cavalcante de Souza
Edição bilíngue - português/grego
Posfácio e notas de José Trindade Santos
Em Fedro, Platão (428-347 a.C.) nos coloca diante de três discursos sobre o amor - o do orador Lísias, retomado por Fedro, e os dois de Sócrates -, proferidos durante uma caminhada fora dos muros de Atenas. Neste belo diálogo, se discute não apenas Eros, mas a natureza da própria arte retórica, da memória e da escrita. Com tradução inédita de José Cavalcante de Souza, um dos fundadores da área de Estudos Clássicos no Brasil, o volume, bilíngue, conta com um texto de apresentação do próprio tradutor, além de ensaio e notas do helenista português José Trindade Santos.
O Banquete é um dos diálogos mais célebres de Platão (428-347 a.C.). Ambientado durante um jantar oferecido pelo poeta Agatão em Atenas, põe em cena Sócrates, Aristófanes e outros convivas enfrentando-se em uma competição: cada um deve fazer um discurso de elogio à figura de Eros, o deus do amor. A consagrada tradução de José Cavalcante de Souza, acompanhada de notas e um alentado ensaio, é apresentada agora em edição revista e bilíngue, colocando novamente à disposição do leitor um dos trabalhos fundadores dos Estudos Clássicos no Brasil.
Um dos maiores poemas épicos da literatura ocidental - de uma tradição que inclui a Ilíada e a Odisseia de Homero, a Eneida de Virgílio e a Divina Comédia de Dante -, o Paraíso perdido foi publicado originalmente em 1667, na Inglaterra, em um período especialmente turbulento daquela nação. Seu autor, John Milton (1608-1674), foi um dos grandes intelectuais de seu tempo e destemido apoiador da Revolução Puritana inglesa, que depôs e executou o rei Carlos I e proclamou a República em 1649.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.
A presente edição, bilíngue, traz a elogiada tradução do premiado poeta português Daniel Jonas, que segue de perto a versificação e a musicalidade do original. Completam o volume as notas e o posfácio do tradutor, uma apaixonada apresentação do crítico Harold Bloom, e a fantástica série de cinquenta ilustrações de Gustave Doré, publicadas em 1866.
O Hipólito, de Eurípides, estreou nas Dionísias de Atenas em 428 a.C., recebendo o primeiro prêmio do festival. A trama da peça é ambientada em Trezena, onde o jovem protagonista vive com seu pai, Teseu, e a madrasta, Fedra. O casto Hipólito é devoto da deusa da caça, Ártemis, o que provoca a ira de Afrodite, deusa do amor. Esta, para se vingar, faz Fedra se apaixonar pelo enteado. A partir deste enredo, onde se contrapõem honra e traição, Eurípides constrói de forma engenhosa sua tragédia com uma série de pares opostos: Hipólito e Teseu; Fedra e a nutriz (sua criada); Afrodite e Ártemis; além de dois coros: o das mulheres de Trezena e o dos servos de Hipólito. A presente edição, bilíngue, traz, além da esmerada recriação poética de Trajano Vieira, uma elucidativa análise da peça realizada por Bernard Knox - um dos grandes helenistas do século XX.
Clássicos do conto russo
Organização de Arlete Cavaliere
Tradução de Boris Schnaiderman, Paulo Bezerra, Tatiana Belinky e outros
Edição de bolso
Apresentação de Arlete Cavaliere
Apresentação de Arlete Cavaliere
Reunindo doze dos maiores escritores dos séculos XIX e XX e 24 histórias, a antologia Clássicos do conto russo é uma excelente introdução a uma das literaturas que mais têm fascinado o leitor contemporâneo. De Púchkin à Bábel, passando por Gógol, Turguêniev, Dostoiévski, Tolstói, Leskov, Tchekhov, Górki, Búnin, Andrêiev e Bulgákov, esta coletânea mescla textos famosos - como "Diário de um louco", de Gógol, e "O Grande Inquisidor", de Dostoiévski - com contos inéditos no Brasil - como "O espírito da senhora Genlis", de Leskov, e "Cenas de Moscou", de Bulgákov -, todos eles traduzidos diretamente do russo e acompanhados por uma pequena biografia de cada autor.
O primeiro e mais importante tratado sobre as formas literárias da tradição ocidental, a Poética de Aristóteles (384-322 a.C.) não tem deixado de ser lida e interpretada ao longo de seus 23 séculos de existência. A presente tradução de Paulo Pinheiro, professor de Estética e Filosofia, rigorosamente amparada em notas e atenta às pesquisas mais recentes, faz reviver o texto original de maneira clara e profunda, numa edição bilíngue voltada tanto para estudantes como para leitores já iniciados na matéria.
Os Contos de Canterbury
Tradução de Paulo Vizioli
Edição bilíngue - português/inglês
Posfácio e notas adicionais de José Roberto O'Shea
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Xilogravuras da edição de William Caxton de 1483
Os Contos de Canterbury, escritos entre 1386 e 1400, são o primeiro grande clássico da literatura em língua inglesa. Nesta obra, permeada de lirismo e humor, trinta peregrinos - entre os quais se inclui o próprio autor, Geoffrey Chaucer - partem em romaria para a catedral de Canterbury e durante a viagem contam, cada um à sua maneira, uma história para entreter o grupo, iluminando de maneira fascinante as diversas facetas da vida medieval. A presente edição, bilíngue, traz a premiada tradução em prosa de Paulo Vizioli, realizada diretamente a partir do original em inglês médio, além de notas adicionais e um posfácio redigidos por José Roberto O'Shea, professor-titular de literatura inglesa da UFSC, e as xilogravuras realizadas para a primeira edição ilustrada do livro, impressa por William Caxton em 1483.
Eneida
Organização de João Angelo Oliva Neto
Tradução de Carlos Alberto Nunes
Edição bilíngue - português/latim
Uma das maiores epopeias da história da literatura, a Eneida de Virgílio, publicada em 19 a.C., está para o mundo romano como a Ilíada e a Odisseia para o mundo grego - faz o inventário de seus mitos e avança concepções de mundo que iriam perdurar por mais de mil e quinhentos anos. Este volume traz a tradução de Carlos Alberto Nunes, a única realizada em nosso país no século XX, que verteu o original de forma rigorosa e inventiva: preservou as 9.826 linhas do poema e elegeu um verso de dezesseis sílabas para fazer jus à força épica do original. Organizada por João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, esta edição bilíngue (latim-português) inclui apresentação, notas e resumo das ações dos doze cantos da obra, entre outros aparatos. O resultado é um volume completo no qual o leitor pode acompanhar as múltiplas dimensões da aventura de Eneias.
Dentre as tragédias gregas que chegaram até nós, o Héracles, de Eurípides (c. 486-406 a.C.), e As Traquínias, de Sófocles - que ora se publicam conjuntamente em apuradas traduções de Trajano Vieira - são as únicas que trazem o grande herói Héracles (ou Hércules, na mitologia latina) como protagonista. Enquanto Sófocles segue a tradição, Eurípides constrói uma história totalmente original, estruturando sua peça em dois atos contrastantes - uma criação que desafiou as convenções da Poética de Aristóteles e boa parte da crítica posterior. Obra de feição extremamente moderna, o Héracles tem sido cada vez mais valorizado na atualidade, como vemos no ensaio do importante tradutor e helenista norte-americano William Arrowsmith, incluído no volume.
As Traquínias
Tradução de Trajano Vieira
Ensaio de Patricia E. Easterling
Edição bilíngue - português/grego
Dentre as tragédias gregas que chegaram até nós, As Traquínias, de Sófocles (496-406 a.C.), e o Héracles, de Eurípides - que ora se publicam conjuntamente - são as únicas que trazem o grande herói Héracles (ou Hércules, na mitologia latina) como protagonista. A ação da peça de Sófocles se inicia em Tráquis, onde a esposa de Héracles, Dejanira, aguarda o retorno do marido, afastado há tempos do lar para a conclusão de seus doze trabalhos. Considerada por Ezra Pound como "o ponto máximo da sensibilidade grega", As Traquínias é apresentada aqui em edição bilíngue, na rigorosa e inventiva tradução de Trajano Vieira, acompanhada de um ensaio da célebre helenista inglesa P. E. Easterling.