Editora 34
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68 títulos

Anacreonte - Fragmentos completos
seguidos das Anacrêonticas
Tradução de Leonardo Antunes
Edição bilíngue - português/grego
Prefácio de Guilherme Gontijo Flores
Um dos principais poetas líricos da Grécia antiga, ao lado de Safo, Píndaro e outros, Anacreonte nasceu em Teos, no século VI a.C., viveu em Samos e Atenas, e conquistou enorme fama ainda em vida, cantando os prazeres do amor e do vinho. Sua vasta obra foi organizada em cinco livros no período helenístico, dos quais sobreviveram apenas fragmentos. Esta é a primeira reunião em língua portuguesa da totalidade desses fragmentos, bem como das Anacreônticas, o corpus de poemas tardios, anônimos, feitos em sua homenagem ou imitando seu estilo. Responsável pela tradução e apresentação da obra, Leonardo Antunes, professor de língua e literatura grega na UFRGS, tece também comentários detalhados a cada poema ou fragmento, sempre lastreado pelo rigor do pesquisador acadêmico e pela sensibilidade do tradutor que é também músico e poeta.
Ájax
Tradução de Trajano Vieira
Ensaio de Bernard Knox
Edição bilíngue - português/grego
A figura de Ájax, um dos heróis da Guerra de Troia, tem fascinado o público desde a mais remota Antiguidade. Nesta tragédia de Sófocles (496-406 a.C.), um dos pontos altos da dramaturgia mundial, o foco volta-se para a sua derrocada. Após o julgamento que destinou as armas de Aquiles a Odisseu, Ájax se revolta e decide matar Agamêmnon, Menelau e o próprio Odisseu. A partir desse evento, Sófocles vai discutir uma das questões centrais de sua época: como as tradições das antigas aristocracias, representadas na peça por Ájax, poderiam ser medidas em face dos novos valores da democracia ateniense? O presente volume, bilíngue, inclui o clássico ensaio de Bernard Knox sobre a tragédia e a brilhante tradução de Trajano Vieira, que soube recriar em nossa língua toda a riqueza de registros do texto sofocliano.
Beowulf
e outros poemas anglo-saxônicos (séculos VIII-X)
Tradução de Elton Medeiros
Edição bilíngue
Prefácio de Jorge Luis Borges
Beowulf é o mais célebre poema da literatura anglo-saxônica. De autoria anônima, foi composto no século VIII e sobreviveu em apenas um manuscrito, preservado na British Library. Sua influência na literatura de língua inglesa é enorme, tendo sido fundamental para a obra de J. R. R. Tolkien, o autor de O Senhor dos Anéis. Ambientado na Escandinávia dos séculos V e VI, com o que seriam os antepassados dos primeiros reis da Inglaterra, o poema narra os feitos do herói Beowulf, um corajoso guerreiro que livra a corte do rei Hrothgar de dois aterrorizantes monstros do pântano, e cinquenta anos depois tem um novo e decisivo confronto, desta vez com um dragão alado que cospe fogo. Esta obra repleta de imagens inesquecíveis tem ainda inspirado diversos jogos e séries, de Dungeons & Dragons a Game of Thrones. Publicado em edição bilíngue, com prefácio de Jorge Luis Borges, este volume conta com a bela e fluente tradução em prosa de Elton Medeiros, autor também das notas e de um posfácio em que contextualiza historicamente a produção do Beowulf e sua recepção pela crítica. Completam o volume mais quatro breves poemas anglo-saxônicos de época, além de glossário, bibliografia, genealogia, cronologia e mapas dos locais e personagens relacionados à obra.
Terceiro, Quarto e Quinto livros de Pantagruel
(Obras completas de Rabelais — 2)
Tradução de Guilherme Gontijo Flores
Ilustrações de Gustave Doré
O presente volume, o segundo das Obras completas de Rabelais publicadas pela Editora 34, dá sequência às aventuras do gigante Pantagruel e seus companheiros iniciadas com Pantagruel e Gargântua. Assim, no Terceiro livro (1546), numa paródia aos diálogos filosóficos, temos a busca de Panurgo para deslindar sua grande dúvida existencial: se contrair matrimônio, será corneado ou não? Essa procura, nos moldes do Santo Graal, levará depois, no Quarto livro (1552), o séquito de Pantagruel para uma navegação de descobrimentos por várias ilhas fantásticas, em que os habitantes animalescos de cada localidade parodiam os vários segmentos da sociedade medieval. As peregrinações se concluem no Quinto livro (1564), publicado onze anos após a morte de Rabelais, quando finalmente chegam ao oráculo da Divina Garrafa, anunciado no início da jornada. Como no volume anterior, temos aqui a primorosa tradução de Guilherme Gontijo Flores, que soube como ninguém recriar toda as invenções linguísticas de Rabelais, e que assina também as notas introdutórias que abrem cada capítulo dos três livros. Arrematam a edição mais de 160 ilustrações de Doré, realizadas entre 1854 e 1873.
Teatro completo I
O Ciclope, Alceste, Medeia
Tradução de Jaa Torrano
Edição bilíngue
Este volume bilíngue é o primeiro dos seis que formam o Teatro completo de Eurípides (c. 480-406 a.C.), coleção que reunirá as dezenove peças do autor que sobreviveram até os nossos dias. O volume I traz o drama satírico O Ciclope, a tragédia Alceste (438 a.C.), e aquela que é uma das obras mais célebres do dramaturgo ateniense, a Medeia (431 a.C.), representada no primeiro ano da Guerra do Peloponeso. A tradução criteriosa e fluente de Jaa Torrano, professor titular de Língua e Literatura Grega da Universidade de São Paulo, vem acompanhada de estudos esclarecedores sobre cada uma das peças e, neste volume em particular, de uma valiosa introdução sobre o sentido das tragédias gregas em seu contexto histórico.
Quatro diálogos
Alcibíades Segundo, Teages, Dois Homens Apaixonados, Clitofonte
Tradução de André Malta
Edição bilíngue - português/grego
Este volume reúne quatro diálogos pouco conhecidos de Platão: Alcibíades Segundo, Teages, Dois Homens Apaixonados e Clitofonte. Embora tradicionalmente tenham sido vistos como integrantes da vasta produção do filósofo grego, a partir dos séculos XIX e XX boa parte dos estudiosos passou a ignorá-los, considerando-os de autoria duvidosa ou mesmo inautênticos. A presente edição, bilíngue, traz os quatro diálogos traduzidos por André Malta, professor livre-docente da Universidade de São Paulo, acompanhados de notas, de uma introdução e de um vigoroso ensaio final, “Plato litteratus e o mosaico platônico”, em que o tradutor não só justifica o resgate destes belos textos (que tratam da ignorância, da sabedoria e da própria filosofia), como propõe uma reorganização mais livre do corpus platonicum.
Linhas fundamentais da filosofia do direito
Tradução de Marcos Lutz Müller
Apresentação e notas de Marcos Lutz Müller
Incluindo os adendos de Eduard Gans e Introdução de Jean-François Kervégan
O tratado Linhas fundamentais da filosofia do direito, ou simplesmente Filosofia do direito, de G. W. F. Hegel, publicado em 1820, é um dos pilares do sistema filosófico do autor e um dos livros mais influentes do pensamento ocidental. Com reflexões fundamentais sobre o direito, a sociedade e a organização do Estado, esta obra ganha agora, duzentos anos depois, uma edição em português à altura, fruto de três décadas de trabalho de Marcos Lutz Müller (1943-2020), professor livre-docente da Unicamp, que realizou uma cuidadosa tradução do texto original, redigindo mais de seiscentas notas explicativas e um glossário completo dos termos e conceitos utilizados. O volume traz ainda as elucidativas anotações de época organizadas por Eduard Gans, discípulo de Hegel, e o belo ensaio “A instituição da liberdade”, de Jean-François Kérvegan, da Université Panthéon-Sorbonne.
Cantos
Tradução de Álvaro Antunes
Edição bilíngue
Introdução e notas de Álvaro Antunes
Uma das principais obras do cânone ocidental, os Cantos de Giacomo Leopardi (1798-1837) compreendem 41 poemas escritos e reescritos pelo autor entre 1816 e 1836. Considerado por Harold Bloom “o maior dos poetas italianos desde Dante e Petrarca”, Leopardi registrou em seus versos — com uma técnica e uma sensibilidade elogiadas por nomes como Nietzsche, Pound e Beckett — os aspectos mais significativos da experiência humana, da felicidade agônica provocada pelo amor ao sentimento áspero da natureza madrasta e da nulidade dos nossos esforços. Precedida por uma luminosa introdução à vida e à obra do poeta, a tradução de Álvaro A. Antunes, publicada pela primeira vez em 1985 e revista especialmente para esta edição bilíngue, reproduz fielmente os metros e os esquemas estróficos do original.
As Troianas
Tradução de Trajano Vieira
Texto de Jean-Paul Sartre
Ensaio de Chris Carey
Edição bilíngue - português/grego
A peça As Troianas, de Eurípides (c. 480-406 a.C.), trata do destino das mulheres de Troia após a derrota da cidade para os gregos, ao final da famosa guerra imortalizada por Homero na Ilíada. Aprisionadas pelas tropas lideradas por Agamêmnon, as protagonistas da peça, incluindo Cassandra, Andrômaca e Helena, lamentam seus infortúnios tendo Hécuba, a rainha troiana, como figura central. Encenada em 415 a.C. em Atenas, meses após o massacre de Melos pelos atenienses, a peça acabou se tornando um verdadeiro libelo contra as atrocidades da guerra. A presente edição, bilíngue, traz a primorosa tradução de Trajano Vieira e textos críticos de Jean-Paul Sartre e do helenista britânico Chris Carey.
Odes
Tradução de Pedro Braga Falcão
Edição bilíngue - português/latim
Verdadeiro marco da lírica ocidental, as Odes de Horácio reúnem, em quatro livros, 103 poemas escritos em latim no século I a.C., obra monumental que viria a influenciar uma legião de autores na posteridade, de Petrarca a Fernando Pessoa, de Ronsard a Bertolt Brecht. Autor também de Sátiras, Epodos e Epístolas, além do Cântico Secular, Horácio resgatou em suas Odes, com graça e engenho, as variadas formas da poesia grega antiga e alexandrina, propondo uma filosofia de vida baseada tanto no estoicismo como no epicurismo, algo eternizado num dos versos mais famosos da história da literatura, o “Carpe diem” da ode I, 11. A presente edição, bilíngue, traz o conjunto completo das 103 odes de Horácio na inspirada tradução, fluente e musical, de Pedro Braga Falcão, que assina também a introdução e as notas explicativas a cada um dos poemas. O volume inclui ainda o texto Vida de Horácio, de Suetônio (século II d.C.).
Pantagruel e Gargântua
(Obras completas de Rabelais 1)
Tradução de Guilherme Gontijo Flores
Ilustrações de Gustave Doré
Primeiro dos três volumes das Obras completas de Rabelais organizadas e vertidas ao português pelo premiado tradutor e poeta Guilherme Gontijo Flores, este livro reúne os romances Pantagruel (1532) e Gargântua (1534), as criações mais conhecidas do genial escritor renascentista francês François Rabelais (1483?-1553), que colocaram o autor, segundo Mikhail Bakhtin, num lugar na história da literatura “ao lado de Dante, Boccaccio, Shakespeare e Cervantes”. As aventuras dos gigantes beberrões Gargântua e Pantagruel, pai e filho, e suas peripécias em Paris e outros locais reais e imaginários, são um dos pontos altos da ficção humorística ocidental. Alternando com extrema liberdade os registros popular e erudito, e se utilizando da picardia, do grotesco e do escatológico para satirizar a pompa dos poderosos, Rabelais antecipou recursos estilísticos que só apareceriam séculos depois na prosa moderna. Completam o volume cerca de 120 ilustrações de Gustave Doré, selecionadas a partir das edições de 1854 e 1873 da obra de Rabelais.
Eneida (edição de bolso)
Organização de João Angelo Oliva Neto
Tradução de Carlos Alberto Nunes
Edição de bolso com texto integral
Publicada em 19 a.C., logo após a morte de Virgílio, a Eneida está para o mundo romano como a Ilíada e a Odisseia para o mundo grego — faz o inventário de seus mitos, dá a medida das paixões e dos deveres humanos, instaura uma ética para as relações sociais, inventa um passado coletivo e fundamenta concepções de mundo que iriam perdurar por mais de mil e quinhentos anos. Com a bela tradução de Carlos Alberto Nunes, e organização de João Angelo Oliva Neto, da Universidade de São Paulo, esta edição inclui uma minuciosa apresentação, inúmeras notas e um resumo das ações de cada um dos doze cantos da obra, entre outros aparatos. O resultado é um volume completo no qual o leitor pode acompanhar as múltiplas dimensões do périplo de Eneias, das ruínas de Troia à gênese da civilização romana.