Literatura Brasileira
57 títulos
Primeira coletânea de contos da premiada autora de Antonio. Textos admiráveis, seja na sua sensibilidade poética, seja na crua expressão do horror, todos marcados por um olhar crítico e ao mesmo tempo amoroso sobre a fragilidade da vida brasileira.aolp
A partir de vozes e de gêneros narrativos díspares, incorporados de forma criativa ao enredo e à paisagem psíquica de Laura, a prosa desvela, entre mergulhos vertiginosos na consciência dos personagens e rastreamentos na superfície de situações prosaicas, a porosidade do pensamento humano e as afecções da realidade sobre ele.
Este primeiro romance de Chico Mattoso narra as estranhas aventuras de Ramiro, que, isolado num hotel, inventa os mais excêntricos jogos mentais, na tentativa de imobilizar um mundo que insiste em fugir a seu controle. Como notou Reinaldo Moraes, o livro é "a saga de uma consciência extraviada de sua base humana e afetiva. Na contramão, porém, da trajetória autodissolvente do personagem, o leitor se aproxima vertiginosamente de uma narrativa enxuta, elegante, precisa e tantas vezes desconcertante".
Neste novo romance de Beatriz Bracher, o protagonista Benjamim, ao descobrir por acaso um grave segredo familiar, decide saber dos envolvidos exatamente como tudo se passou. De suas bocas, capítulo por capítulo, ele ouvirá a história de sua família.
Entrelaçando com grande precisão memória individual e contexto histórico durante um período de três gerações, Antonio coloca, como observou Rodrigo Lacerda, leitor e protagonista na mesma condição de "ouvintes emocionados".aolp
Entrelaçando com grande precisão memória individual e contexto histórico durante um período de três gerações, Antonio coloca, como observou Rodrigo Lacerda, leitor e protagonista na mesma condição de "ouvintes emocionados".aolp
Na Milão da década de 60, um grupo de pesquisadores se vê às voltas com um enigmático personagem histórico, o "Bispo Vermelho". Este é o ponto de partida para o romance de estréia de Pessotti, que já encantou mais de 10 mil leitores.
"Um livro que se lê de um só fôlego. Na realidade, este romance se assemelha muito, na sua acepção, aos de Umberto Eco." (Bento Prado, O Estado de S. Paulo)aolp
"Um livro que se lê de um só fôlego. Na realidade, este romance se assemelha muito, na sua acepção, aos de Umberto Eco." (Bento Prado, O Estado de S. Paulo)aolp
Duas novelas independentes, mas que podem ser lidas como uma só. No conjunto, elas formam uma inquietante crônica familiar, ao mesmo tempo pessoal e coletiva, escrita numa prosa de altíssima tensão. Tal como Cais, livro anterior de Martins, este volume conta com xilogravuras do autor.
"O relato autobiográfico curto, tendência da melhor prosa brasileira, conhece aqui sua expressão mais cortante e radical." (Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo)
"O relato autobiográfico curto, tendência da melhor prosa brasileira, conhece aqui sua expressão mais cortante e radical." (Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo)
Reunindo quatro contos, uma novela, uma carta aberta e uma peça de teatro inédita, Notas da arrebentação dá provas do talento multifacetado do autor. Com sua prosa intensa, que se destaca entre os contemporâneos, a literatura de Mirisola desloca os hábitos do leitor, recusando abrigo fácil e obrigando-o sempre a procurar novos significados. O volume inclui ainda um ensaio de Ricardo Lísias, que analisa em profundidade toda a obra do autor.
Um professor, militante da educação, que tinha 24 anos em 1964. Quarenta anos depois, à beira da aposentadoria e prestes a mudar de cidade, ele se vê às voltas com a visita de um irmão, o convite para uma entrevista e a necessidade de organizar seus papéis na casa que já foi vendida. Com uma prosa ímpar, espécie de "invenção reflexiva" que combina devaneio e esforço de investigação, Beatriz Bracher criou uma narrativa arriscada, necessária e incomum no panorama da nossa ficção contemporânea.
Da inauguração de Brasília aos protestos de John Lennon, das novelas de TV até a chegada do homem à Lua, este livro conduz o leitor numa instigante viagem por essa época de grandes emoções. Em linguagem direta e divertida, a autora mostra como as reviravoltas políticas, musicais, econômicas e sexuais daquela década ressoavam na cabeça de uma adolescente apaixonada por Roberto Carlos e que começava a conhecer o mundo.
Quarto livro de Marcelo Mirisola, um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea, Bangalô é o registro monológico - ao mesmo tempo lírico, cômico, trágico e pornográfico - de um indivíduo solitário, perturbado, e de sua revolta diante da sociedade de consumo.
"É um autor insuportável e absolutamente necessário." (Fabrício Carpinejar) "Repugnante, mas estupendo." (José Castello, Bravo)
"É um autor insuportável e absolutamente necessário." (Fabrício Carpinejar) "Repugnante, mas estupendo." (José Castello, Bravo)
Os catorze contos aqui reunidos conseguem uma proeza rara: unir futebol e literatura sem fazer apologia de times ou jogadores, mas dando voz própria a vários personagens desse universo - o garoto no dia decisivo da peneira, o craque acossado pelos fãs, um juiz em crise com a carreira, o reserva que passa anos à sombra do grande titular, o pai centroavante que amarga o desgosto de ter um filho goleiro, e muitos outros.
Pais, avós, empregadas, vizinhos, namoradas, prostitutas, michês, mendigos e apresentadores de programas de auditório são as personagens liricamente torpes que frequentam este primeiro romance de Marcelo Mirisola, um retrato provocante da geração classe média dos anos 1970 e 80.
"A linguagem é crua, desbocada, escatológica; ele não respeita nenhum limite, rompe qualquer tabu." (Moacyr Scliar, Bravo!)
"A linguagem é crua, desbocada, escatológica; ele não respeita nenhum limite, rompe qualquer tabu." (Moacyr Scliar, Bravo!)