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Filosofia, estética e ciência
 


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Ensaios

 

Michel de Montaigne

Tradução de Sérgio Milliet
Edição integral

Revisão técnica e notas adicionais de Edson Querubini
Apresentação de Andre Scoralick


1032 p. - 16 x 23 cm
ISBN 978-85-7326-650-4
2016 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

"O mundo é movimento; tudo nele muda continuamente. Não posso fixar o objeto que quero representar: move-se e titubeia. É pois no momento mesmo em que o contemplo que devo terminar a descrição; um instante mais tarde não somente poderia encontrar-me diante de uma fisionomia mudada, como também minhas próprias ideias possivelmente já não seriam as mesmas."
O autor dessas linhas é Michel de Montaigne, um homem do Renascimento, mas que até hoje se dirige a nós com uma vivacidade que a distância do tempo não esmaeceu. Seus Ensaios, publicados entre 1580 e 1588, o tornaram famoso ainda em vida, inspiraram os filósofos do Iluminismo e lançaram as bases de um novo gênero literário. Segundo o crítico Erich Auerbach, um de seus mais agudos leitores, ao falar de si, Montaigne falava da condição humana. Tal liberdade de concepção e de tom nunca tinha sido vista até então: as guerras do seu tempo, os humores do seu corpo, os filósofos antigos, o amor e a morte, os assuntos mais variados recebem o mesmo tratamento sob o crivo de uma personalidade única em sua franqueza e seu desprendimento. "Da ociosidade", "De como filosofar é aprender a morrer", "Da educação das crianças", "Da amizade", "Dos canibais", "Dos livros", os capítulos se sucedem, variando em dimensão, sem ligação aparente, numa "linguagem simples e pura, e suculenta, e nervosa, breve e concisa", nas palavras do próprio Montaigne.
Publicada originalmente em 1961, esta tradução integral dos Ensaios realizada por Sérgio Milliet, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX, busca, em sua elegância e fluência, sempre a fidelidade ao espírito do original. O volume conta ainda com revisão e notas adicionais de Edson Querubini, um dos principais especialistas em Montaigne no Brasil, e uma esclarecedora apresentação de Andre Scoralick.


Sobre o autor
Michel de Montaigne nasceu em 1533, no castelo do pai, Pierre Eyquem, propriedade próxima à cidade de Bordeaux, na França. Sua família era formada por comerciantes que ascenderam à condição de nobres togados na região. Recebeu desde pequeno uma educação baseada nos clássicos greco-latinos, que passavam por grande revalorização desde o final da Idade Média. Após estudos no Colégio de Guyenne, de inspiração humanista, e em Toulouse, conhece La Boétie, que se torna seu grande amigo. Alterna então períodos de atividade na corte e na administração pública de Bordeaux com viagens ao exterior, numa época em que a França atravessava as Guerras de Religião, entre católicos e protestantes, e a Europa descobria o Novo Mundo. A partir de 1571, nos intervalos entre suas funções político-administrativas, retira-se para o castelo de Montaigne para redigir a obra que o tornaria conhecido, os Ensaios, publicados entre 1580 (Livros I e II) e 1588 (Livro III). Faleceu em 1592.


Sobre o tradutor
Sérgio Milliet nasceu em 1898 em São Paulo. Na Suíça, estudou na Escola de Comércio de Genebra e na Universidade de Berna, integrando círculos literários europeus e publicando em francês seus primeiros livros de poesia. Em 1922 participa da Semana de Arte Moderna em São Paulo, e, após outra temporada na Europa, passa a colaborar na imprensa paulistana e na Escola de Sociologia e Política. De 1935 a 1938, trabalha com Paulo Duarte e Mário de Andrade na criação do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, e em 1943 assume a direção da Biblioteca Municipal, onde permanece até 1959. Participou da fundação do Museu de Arte Moderna, da Associação Brasileira de Escritores e do Partido Socialista Brasileiro. Organizou diversas antologias literárias e fez traduções de autores franceses como Montaigne, Pascal, Rousseau, Laclos, Gide, Sartre e Simone de Beauvoir. A suma de sua reflexão estética foi registrada nos dez volumes do Diário crítico (1940-1956). Faleceu em São Paulo, em 1966.


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