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Filosofia, estética e ciência
 


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A forma e o sentimento do mundo
Jogo, humor e arte de viver na filosofia do século XVIII

 

Márcio Suzuki


560 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-576-7
2014 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Não são poucos os pensadores que, no limiar da modernidade, se veem confrontados com o problema do tédio e da melancolia. Em A forma e o sentimento do mundo: jogo, humor e arte de viver na filosofia do século XVIII, Márcio Suzuki, professor da Universidade de São Paulo, procura reconstituir a maneira pela qual alguns desses pensadores enfrentaram a questão.
Autores como Francis Hutcheson, David Hume, Adam Smith, Adam Ferguson, Immanuel Kant, Laurence Sterne e outros deram novo valor e sentido a atividades como a conversa, o jogo, a caça, e todas as formas de "distração" em geral, incluindo-as naquilo que a época, retomando a filosofia antiga, chamou de "medicina da alma" ou de "arte de viver".
Com uma prosa ensaística extremamente fluente, e profundo conhecimento da matéria tratada, Suzuki recorda que, enquanto Hutcheson, Hume e Adam Smith - tidos como os pais da economia política - foram os primeiros a estipular um cálculo para o valor do trabalho, foram também os primeiros a compreender que o mérito não é a única medida e que há muito de "produtivo" no tempo livre e nas horas vagas. Saber calcular o valor deles não é apenas uma questão de razão e raciocínio, mas envolve humor e sentimento, numa aposta que se tornaria decisiva para a filosofia moderna.


Sobre o autor
Márcio Suzuki nasceu em Barretos, no interior de São Paulo, em 1961. Fez graduação (1984), mestrado (1991) e doutorado em filosofia (1997) na USP, e pós-doutorado na École Normale Supérieure de Paris. É professor de estética no Departamento de Filosofia da USP e pesquisador do CNPq. Foi professor visitante da Universidade Federal do Paraná (2009-2011), da Universidade Federal de São Carlos (2012) e da Universidade Blaise Pascal, em Clermont-Ferrand, França (2008). Autor de O gênio romântico: crítica e história da filosofia em Friedrich Schlegel (São Paulo, Fapesp-Iluminuras, 1998), escreveu diversos artigos sobre estética e filosofia alemã, tendo traduzido para o português obras de Friedrich Schiller, Friedrich Schlegel, Schelling, Heine, Edmund Husserl, Karl Kraus, Thomas Mann, Elias Canetti e Hans Magnus Enzensberger. Dirige a Biblioteca Pólen juntamente com Rubens Rodrigues Torres Filho. Está preparando para a Editora 34 uma coletânea das Contribuições a uma crítica da linguagem e do Dicionário de filosofia, de Fritz Mauthner, filósofo judeu-alemão do início do século XX ainda pouco traduzido em outras línguas, mas muito lido por escritores como Hugo von Hofmannsthal, James Joyce, Samuel Beckett e Jorge Luis Borges.



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