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Beatriz Bracher
192 p. - 12 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-377-0
2007
- 1ª edição, 2010 - 2ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Portugal Telecom 2008 (2º lugar) 50º Jabuti (3º lugar)
Neste terceiro romance de Beatriz Bracher, Benjamim, o protagonista, na iminência de ser pai, descobre um segredo familiar e decide saber dos envolvidos como foi que tudo aconteceu. Três deles - a avó, Isabel; Haroldo, amigo de seu avô; e Raul, amigo de seu pai - lhe contarão suas versões dos fatos, e é recolhendo esses cacos de memórias alheias que Benjamim montará o quebra-cabeças da história de sua família. Narrativa polifônica, em que cada capítulo dá voz a um dos três narradores-personagens, é possível associá-la ao Faulkner de Enquanto agonizo, mas também ao Lúcio Cardoso de Crônica da casa assassinada.
Um dos méritos do livro está sem dúvida na enorme capacidade da escritora de articular o geral e o particular, o individual e o histórico, construindo personagens ao mesmo tempo únicos e claramente identificáveis em seu contexto social. Romance instigante que, como observa Rodrigo Lacerda, coloca protagonista e leitores "curiosamente, na mesma condição: a de ouvintes emocionados".
Sobre o autor
Beatriz Bracher nasceu em São Paulo, em 1961. Formada em Letras, foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras, entre 1988 e 1991, e também uma das fundadoras da Editora 34, onde trabalhou de 1992 a 2000. Em 2002 publicou, pela editora 7 Letras, Azul e dura, seu primeiro romance (reeditado pela Editora 34 em 2010), seguido de Não falei (2004), Antonio (2007) e o livro de contos Meu amor (2009), todos pela Editora 34. Tem textos publicados em várias antologias e revistas culturais. Em 1994 escreveu com Sérgio Bianchi o argumento do filme Cronicamente inviável (2000) e, mais recentemente, com o mesmo diretor, o roteiro do longa-metragem Os inquilinos (2009), prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009. O romance Antonio obteve em 2008 o Prêmio Jabuti (3º lugar), o Prêmio Portugal Telecom (2º lugar) e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Meu amor recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, como melhor livro de contos de 2009.
Veja também
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