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Poesia reunida (1968-2021)
Apresentação de Cide Piquet
Coleção Poesia
424 p. — 16 x 23 cm
ISBN 978-65-5525-072-5
2021 — 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Morando desde os anos 1970 num sítio na região de Petrópolis, no Rio, e dedicando-se ao cultivo da terra, à poesia e à tradução, Leonardo Fróes criou uma obra poética única em nossa literatura. Contemporâneo da geração beat norte-americana e da poesia marginal brasileira, é, porém, na antiga tradição dos “poetas do campo” que ele melhor se insere — aqueles que, do romano Juvenal, no século I, ao norte-americano Gary Snyder, no XX, levaram a cabo a ideia de fugir do tumulto das cidades para levar uma vida mais simples e mais plena, em harmonia com a natureza.
Esta Poesia reunida abarca toda a sua produção, desde o livro de estreia, Língua franca (1968), até o inédito A pandemônia e outros poemas (2021). De entremeio, pérolas como Sibilitz (1981), que o poeta João Cabral de Melo Neto considerou “de primeira água”, Argumentos invisíveis (1995), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti, ou o depurado Chinês com sono (2005). A cada livro, Fróes vem maturando sua obra e se afirmando — há tempos — como um dos nossos maiores poetas, lido e celebrado por sucessivas gerações.
Naturalista e montanhista amador, misto de poeta zen e Dom Quixote das letras, sábio chinês e homem da roça, Leonardo Fróes escreve com a leveza de quem sorri, e sorri com a leveza de quem fez da poesia um modo de vida: “Nem saudade nem pressa: paciência./ Aprender essa arte,/ conjugá-la com a sorte.// Nem mesmo a sede inextinguível/ de inventar necessidades/ para satisfazer-se à larga.// Somente a paciência dos anjos/ que entoam cantos de louvor./ Somente a paciência dos doidos”.
Esta Poesia reunida abarca toda a sua produção, desde o livro de estreia, Língua franca (1968), até o inédito A pandemônia e outros poemas (2021). De entremeio, pérolas como Sibilitz (1981), que o poeta João Cabral de Melo Neto considerou “de primeira água”, Argumentos invisíveis (1995), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti, ou o depurado Chinês com sono (2005). A cada livro, Fróes vem maturando sua obra e se afirmando — há tempos — como um dos nossos maiores poetas, lido e celebrado por sucessivas gerações.
Naturalista e montanhista amador, misto de poeta zen e Dom Quixote das letras, sábio chinês e homem da roça, Leonardo Fróes escreve com a leveza de quem sorri, e sorri com a leveza de quem fez da poesia um modo de vida: “Nem saudade nem pressa: paciência./ Aprender essa arte,/ conjugá-la com a sorte.// Nem mesmo a sede inextinguível/ de inventar necessidades/ para satisfazer-se à larga.// Somente a paciência dos anjos/ que entoam cantos de louvor./ Somente a paciência dos doidos”.
Sobre o autor
Leonardo Fróes nasceu em 17 de fevereiro de 1941 em Itaperuna, no
interior do Rio de Janeiro, e se criou na capital. Viveu os anos de
aprendizagem em Nova York e na Europa, e em Petrópolis desde o começo da década
de 1970. Foi editor, jornalista, enciclopedista. Entre 1971 e 1983 assinou a
coluna “Natureza”, no Jornal do Brasil, reproduzida como “Verde” no Jornal
da Tarde de São Paulo, tendo sido um dos primeiros a difundir no Brasil a
cons-ciência ecológica. Traduziu dezenas de livros do inglês, francês e alemão,
de autores como Shelley, Goethe, Swift, Choisy, Faulkner, George Eliot e
Malcolm Lowry. Montanhista e naturalista amador, traduziu também livros de
especialistas em ciências da natureza, como Tukaní, do ornitólogo Helmut
Sick, e Naturalista, do mirmecólogo Edward O. Wilson. Recebeu o prêmio
Jabuti de poesia, em 1996, por Argumentos invisíveis, e os prêmios de
tradução da Fundação Biblioteca Nacional, em 1998, da Academia Brasileira de
Letras, em 2008, e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, em 2016.
Nesse último ano recebeu também o prêmio Alceu Amoroso Lima — Poesia e
Liberdade, concedido pelo Centro Alceu Amoroso Lima e pela Universidade Candido
Mendes. Teve sua Poesia reunida publicada pela Editora 34 em 2021.
Faleceu em Petrópolis, RJ, em 21 de novembro de 2025.
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