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As margens da ficção
Tradução de Fernando Scheibe
Coleção Trans
ISBN 978-65-5525-060-2
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Em As margens da ficção, Jacques Rancière acompanha esse processo revolucionário inicialmente nas obras de Stendhal, Balzac, Flaubert, Proust e Rilke. Num segundo momento, aproxima a razão investigativa de Marx, no ensaio “Os segredos da mercadoria”, dos procedimentos dedutivos colocados em prática no romance policial fundado por Poe.
Uma atenção especial merecem os romances de Conrad, Sebald, Faulkner e Virginia Woolf — além das Primeiras estórias, de Guimarães Rosa — que, apagando as fronteiras entre realidade e ficção, conduzem a investigação a um outro nível de complexidade. Aqui a ficção pode anular-se, mas também realizar aquilo que, na contemporaneidade, talvez seja a mais profunda razão de ser da literatura — inventar novas formas de coexistência num mundo sensível comum, fora do “tempo da destruição”.
Sobre o autor
Jacques Rancière, considerado um dos maiores intelectuais franceses da atualidade, nasceu em Argel, em 1940, e é professor emérito de Estética e Política da Universidade de Paris VIII/Vincennes-Saint-Denis, onde lecionou de 1969 a 2000. Entre seus livros destacam-se A lição de Althusser (1975), A noite dos proletários (1981), O mestre ignorante (1987), Os nomes da história (1992), O desentendimento (1995), A partilha do sensível (2000), O inconsciente estético (2001), Aisthesis: cenas do regime estético da arte (2011) e As margens da ficção (2017).
Sobre o tradutor
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