Sebastião Uchoa Leite
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Sebastião Uchoa Leite nasceu em Timbaúba, Pernambuco, em 1935. Estudou Direito e Filosofia em Recife, onde começou a tomar parte na vida literária: seu primeiro livro de poemas, Dez sonetos sem matéria, foi publicado por O Gráfico Amador, de Aloysio Magalhães, em 1960. Mudou-se em 1965 para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em diversas lides editoriais — entre as quais a revista de poesia José, que circulou entre 1976 e 1978. Reuniu sua poesia em livros como Signos/Gnosis (1970), Antilogia (1979), Obra em dobras (1988), A uma incógnita (1991), A ficção vida (1993), A espreita (2000) e A regra secreta (2002). Ensaísta de interesses muito variados — da poesia aos quadrinhos, do cinema à filosofia —, publicou quatro volumes de textos críticos: Participação da palavra poética (1966), Crítica clandestina (1986), Jogos e enganos (1995) e Crítica de ouvido (2003). Tradutor de autores como Stendhal, Octavio Paz, Julio Cortázar e Christian Morgenstern, assinou dois monumentos da tradução literária no Brasil: Aventuras de Alice no país das maravilhas & Através do espelho e o que Alice encontrou lá (Summus, 1977) e a Poesia de François Villon (Guanabara, 1988), ambos agora no catálogo da coleção Fábula. Sebastião Uchoa Leite faleceu no Rio de Janeiro em 2003.
A poesia de François Villon não cessa de encantar seus leitores desde que começou a circular, durante a breve e vertiginosa vida de seu autor, na Paris do século XV. Em seus versos, a sabedoria antiga, adquirida na Sorbonne, mistura-se à vida dos estudantes no Quartier Latin ao redor, com toda a sua irreverência. Em cada uma de suas baladas, o giro nobre do ritmo ressalta a urgência das questões que dirige a seus leitores futuros: que sentido pode ter uma vida que o tempo há de tragar, e quem afinal sou eu, François Villon, que conheço tanta coisa, mas não conheço a mim mesmo? Esta nova edição bilíngue traz a consagrada tradução de Sebastião Uchoa Leite, corrige o texto francês à luz da recente edição da Bibliothèque de la Pléiade, e inclui um ensaio magistral de Leo Spitzer sobre uma das criações mais famosas de Villon, a “Balada das damas do tempo ido”.
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Edição bilíngue português/alemão
Jogo da forca reúne parte significativa da produção de Christian Morgenstern (1871-1914), poeta modernista alemão conhecido por seus versos curtos em estilo irônico e absurdo. De autoria de alguns dos principais escritores brasileiros, como Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Sebastião Uchoa Leite, Paulo Mendes Campos e Rubens Rodrigues Torres Filho, as traduções desta coletânea foram publicadas de forma esparsa em jornais, revistas e livros de edição artesanal, e aqui reunidas pela primeira vez após um trabalho de pesquisa de duas décadas levado a cabo pelo organizador Samuel Titan Jr., autor também do posfácio ao volume. A edição, bilíngue alemão-português, conta ainda com um ensaio de Sebastião Uchoa Leite, “No planeta de Morgenstern”, em que ele aborda a obra desse genial autor do início do século XX.