Eloisa Araújo Ribeiro
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Eloisa Araújo Ribeiro nasceu em Belo Horizonte e vive no Rio de Janeiro. É graduada em Artes Cinematográficas pela Universidade de Paris VIII - Vincennes-Saint-Denis, e obteve o título de mestre em Língua e Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo com dissertação sobre o escritor suíço-alemão Robert Walser. Traduziu, entre outros: Cinema 2 - A imagem-tempo, de Gilles Deleuze (1990); O que é o cinema?, de André Bazin (1990); O sequestrado de Veneza/Veneza, de minha janela, de Jean-Paul Sartre (2005); e Novelas (2006), O despovoador/Mal visto mal dito (2008) e Textos para nada (2015), de Samuel Beckett.
A imagem-tempo, publicado na França em 1985, completa o projeto iniciado por Gilles Deleuze em A imagem-movimento: o de fazer da arte cinematográfica uma nova forma de pensamento. Se no primeiro volume o autor analisa o cinema clássico, neste ele aborda a ruptura estética que surge com a Segunda Guerra Mundial, o neorrealismo italiano e a obra de Roberto Rosselini. O filósofo estuda como as imagens cinematográficas passam a ser encadeadas por cortes irracionais, o tempo deixa de decorrer do movimento e surgem os signos óticos e sonoros puros desprendidos das situações sensório-motoras. Com novas ferramentas conceituais, como o "cristal de tempo", Deleuze ilumina de modo original a obra de mestres como Ozu, Buñuel, Orson Welles, Antonioni, Godard e Tarkóvski, movimentos como a nouvelle vague, e a produção de cineastas atentos aos dramas do Terceiro Mundo, como Pasolini e Glauber Rocha.
Políticas da escrita
Tradução de Raquel Ramalhete, Laís Eleonora Vilanova, Ligia Vassalo, Eloisa Araújo Ribeiro
Coleção Trans
"Antes de ser o exercício de uma competência, o ato de escrever é uma maneira de ocupar o sensível e de dar sentido a essa ocupação." Partindo dessa afirmação, o filósofo Jacques Rancière investiga em nove ensaios o que está em jogo na escrita de poetas, romancistas, filósofos e historiadores. Com lucidez incomum, Políticas da escrita renova nossa percepção de autores fundamentais como Rimbaud, Wordsworth, Byron, Mandelstam, Cervantes, Balzac, mas também de historiadores como Jules Michelet, Fernand Braudel e outros.