Milton Ohata
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Milton Ohata é editor na Editora 34, doutor em história pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e organizador de Um crítico na periferia do capitalismo: reflexões sobre a obra de Roberto Schwarz (2007) e Eduardo Coutinho (2013).
Arthur Nestrovski é violonista, compositor e ensaísta. Foi diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (2010-2022) e do Festival de Inverno de Campos do Jordão (2012-2022). Formado em música pela Universidade de York (Inglaterra) e Ph.D. em literatura e música pela Universidade de Iowa (EUA), foi professor titular na PUC-SP, articulista da Folha de S. Paulo e editor da Publifolha. Autor de Tudo tem a ver: literatura e música (2019) e Outras notas musicais (2009), entre outros. Lançou os CDs solo Jobim violão (2008), Chico violão (2009) e Violão violão (2022), além do álbum Jobim canção, com Paula Morelenbaum (2024).
Augusto Massi é crítico literário, poeta e professor de literatura brasileira na FFLCH-USP. Na editora Duas Cidades, entre 1988 e 1991, coordenou a coleção de poesia Claro Enigma. Foi diretor editorial da Cosac Naify. Como poeta, publicou Negativo (1991) e A vida errada (2001). Na área de literatura, organizou entre outros Poesia completa (2014, 2ª edição) de Raul Bopp, Retratos parisienses (2013) de Rubem Braga e Os sabiás da crônica (2021), antologia com textos de Vinicius de Moraes, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta e José Carlos Oliveira. Na área de artes plásticas, foi organizador de Gaveta de guardados (1998), memórias do pintor Iberê Camargo, e Eu vi o mundo (2011), memórias do pintor Cícero Dias. Com Júlio Castañon Guimarães, reuniu a Poesia traduzida (2011) de Carlos Drummond de Andrade. Com Erwin T. Giménez, Marcus Mazzari e Murilo Marcondes de Moura, organizou Reflexão como resistência: homenagem a Alfredo Bosi (2018).
Walter Garcia é violonista, compositor e professor no IEB-USP. Publicou “Da discussão é que nasce a luz”: canção, teatro e sociedade (2020), Melancolias, mercadorias: Dorival Caymmi, Chico Buarque, o pregão de rua e a canção popular-comercial no Brasil (2013) e Bim Bom: a contradição sem conflitos de João Gilberto (1999). Organizou o volume João Gilberto (2012). Foi curador da exposição “Bossa 50”, no Pavilhão da Bienal, São Paulo, em 2008. Lançou em 2016, com Marília Calderón, o disco Na cachola. Na área teatral, colaborou com a Companhia do Latão, a Companhia do Feijão e o Coletivo de Teatro Alfenim, dentre outros grupos.
“O samba mais bonito do mundo”, segundo Chico Buarque, “Águas de março”, a canção de Tom Jobim composta em 1972, é a obra-prima desse compositor que fez a música popular brasileira ser admirada no mundo inteiro. Todos conhecem seu início, “É pau, é pedra, é o fim do caminho...”, mas qual o seu segredo? Os três ensaios aqui reunidos buscam desvendar a conjunção de elementos que a tornam tão fascinante: elementos musicais, poéticos, que remetem à biografia de Tom e às fontes de nossa cultura em que bebeu. Assinados por Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia, os textos formam uma sequência que vai adensando passo a passo nosso entendimento da canção. Completam o volume uma reconstituição da gravação original da música, dois depoimentos de Tom Jobim, imagens de Poço Fundo (o lugar onde “Águas de março” nasceu) pelas lentes de Ana Lontra Jobim, além de fotos e impressos de época.
Figura, publicado em 1938, é um ensaio fundamental de Erich Auerbach, um dos maiores críticos literários do século XX. Nele, seu autor percorre ao longo de um milênio a formação do modo de interpretação figural, que confere sentido às relações entre o Velho e o Novo Testamento, alcançando inclusive a Antiguidade greco-romana. Para essa maneira de pensar, Adão e Moisés deixam de ser personagens da história do povo judeu e passam a figuras que anunciam a vinda de Jesus Cristo, unificando passado e presente — visão que predominou em toda a Idade Média e tem sua suma na Comédia de Dante. O presente volume, organizado e prefaciado por Leopoldo Waizbort, traz uma nova tradução do ensaio, direta do alemão, e sete estudos correlatos de Auerbach, redigidos entre as décadas de 1920 e 1950, que demonstram a centralidade do tema na obra do autor de Mimesis.