Editora 34
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Viktor Chklóvski

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Viktor Boríssovitch Chklóvski nasceu em 1893 em São Petersburgo. Em 1912 ingressou na Faculdade de História e Filologia, mas, com a eclosão da guerra, juntou-se ao exército como voluntário e passou a servir como instrutor na divisão de carros blindados. Nesse período conturbado formou a OPOIAZ, grupo pioneiro na análise formal da literatura, e publicou textos seminais como "A arte como procedimento". Teve participação ativa na Revolução de Fevereiro e no recém-criado soviete de Petrogrado, e viajou ao front ucraniano e à Pérsia como comissário de guerra do Governo Provisório. Após a Revolução de Outubro, teve envolvimento na conspiração antibolchevique encabeçada pelo Partido Socialista Revolucionário e teve que refugiar-se em Sarátov, onde dedicou-se aos ensaios que comporiam seu livro Sobre a teoria da prosa, publicado em 1925. Em 1919 volta a Petrogrado e leciona no Instituto de História da Arte e nos estúdios do projeto Literatura Mundial, liderado por Górki, além de compilar suas memórias da guerra e da revolução que vão integrar o livro Viagem sentimental (1923). Após um breve exílio em Berlim, torna-se um dos líderes do grupo que editava o famoso periódico LEF. Nas décadas que se seguiram continuou a escrever crítica e teoria literária, trabalhando também como editor de filmes e roteirista para o Comitê Estatal de Cinematografia, além de publicar os livros Sobre Maiakovski (1940) e Lev Tolstói (1963). Morreu em Moscou, em 1984, aos 91 anos de idade.
Zoo, ou Cartas não de amor
Tradução de Vadim Nikitin
Introdução de Richard Sheldon
Texto em apêndice de Letícia Mei

Exilado em Berlim nos anos 1920 junto com muitos outros artistas e escritores russos, Viktor Chklóvski (1893-1984), um dos principais teóricos do Formalismo Russo, apaixonou-se pela jovem escritora Elsa Triolet e passou a lhe enviar cartas diariamente. Ela aceitou as cartas, impondo uma única condição: que elas não falassem de amor. Zoo, ou Cartas não de amor (1923) é o genial romance epistolar resultante dessa correspondência. Num verdadeiro surto criativo, Chklóvski recorre aos mais variados assuntos e formas literárias para lidar com a proibição, mas, não obstante, a paixão reprimida se insinua a todo momento por entre as linhas desta prosa ágil, divertida e emocionada. Inédito no Brasil, Zoo traz a criteriosa tradução de Vadim Nikitin, que se baseou na última edição revista pelo autor, de 1966, e inclui uma introdução do crítico e tradutor Richard Sheldon e um perfil biográfico de Elsa Triolet.

Viagem sentimental
Tradução de Cecília Rosas
Posfácio de Galin Tihanov
Coleção Narrativas da Revolução
Viktor Chklóvski (1893-1984), o grande crítico formalista russo, autor de Sobre a teoria da prosa, foi instrutor de blindados, comissário do exército e conspirador antibolchevique durante a Primeira Guerra Mundial, as revoluções de Fevereiro e Outubro de 1917 e a guerra civil que se seguiu em seu país. Viagem sentimental, publicado em 1923, é seu impressionante testemunho sobre este período caótico e violento, escrito com uma prosa peculiar, que mescla ironia e lirismo, abordando desde os fronts de guerra até a vida literária no início da república soviética.