Editora 34
Autores

Gênese Andrade

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Gênese Andrade, nascida em São Paulo, é doutora em Literatura Hispano-Americana pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado em Literatura Comparada pela Unicamp. Professora titular de literatura na FAAP (São Paulo), dedica-se em especial ao estudo das vanguardas brasileiras e hispano-americanas. É igualmente tradutora de diversos autores e ensaístas hispano-americanos, como Macedonio Fernández, Museu do romance da eterna (2010), e Gonzalo Aguilar, Hélio Oiticica: a asa branca do êxtase (2016) e A máquina performática: literatura no campo experimental (2017). É autora de Pagu/Oswald/Segall (2009), Vicente do Rego Monteiro (2013) e “Artistic Vanguards in Brazil, 1917-1967”, in Oxford Research Encyclopedia of Latin American History (2019). Organizou, entre outros volumes, Feira das Sextas (2004) e Arte do Centenário e outros escritos (2022), ambos de Oswald de Andrade, Modernismos 1922-2022 (2022) e Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade (no prelo). Foi coorganizadora de Un diálogo americano: modernismo brasileño y vanguardia uruguaya (2006) e de Oswald de Andrade, Manifesto Antropófago e outros textos (2017), além de coordenar, com Jorge Schwartz, a edição atual da obra de Oswald de Andrade pela editora Companhia das Letras. Foi curadora das exposições Trabalhos de um poeta: Jorge de Lima (Cedae-Unicamp, 2005), Pagu/Oswald/Segall (Museu Lasar Segall, 2009), 100 Orpheu (Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin-USP, 2015) e co-curadora da Ocupação Haroldo de CamposH LÁXIA (Itaú Cultural e Casa das Rosas, 2011).
Um quarto só para mim
Tradução de Sofia Nestrovski
seguido do ensaio “A querela das mulheres”, de Margo Glantz, com tradução de Gênese Andrade

Publicado em 1929, Um quarto só para mim (A Room of One’s Own), de Virginia Woolf, é um ensaio incontornável. Convidada no ano anterior a pronunciar palestras na universidade de Cambridge sobre o tema geral de “as mulheres e a ficção”, a autora serviu-se da ocasião para cristalizar suas reflexões sobre a condição e a emancipação da mulher no Ocidente, a natureza e as vertentes da escrita feminina, e a necessidade de reescrever a história da literatura — recorrendo, quando necessário, à ficção e inspirada pelas possibilidades que a modernidade e o feminismo inauguravam. Nesta nova tradução, Um quarto só para mim é seguido por outro ensaio, “A querela das mulheres”, em que a crítica e escritora mexicana Margo Glantz revisita o texto de Woolf à luz da condição feminina no século XXI.

Figurações
ensaios críticos
Organização de Paloma Vidal
Tradução de Gênese Andrade
Posfácio de Adriana Kanzepolsky
Projeto gráfico de Raul Loureiro
Uma das principais autoras hispano-americanas dos séculos XX e XXI, tanto como ensaísta como ficcionista, a argentina Sylvia Molloy (1938-2022) fez seu doutorado na Sorbonne, lecionou nas universidades de Princeton e Yale, e tornou-se professora emérita de escrita criativa na Universidade de Nova York. Figurações, organizado por Paloma Vidal, reúne treze de seus principais ensaios, que versam sobre questões de gênero, sobre o lugar da crítica, sobre as relações entre autobiografia e ficção, sobre os “pais fundadores” da literatura latino-americana Domingo Sarmiento, José Martí e Rubén Darío, sobre a tradição das mulheres nas letras, de Teresa de la Parra e Victoria Ocampo a Alejandra Pizarnik, e sobre a obra inesgotável e inspiradora de Jorge Luis Borges.