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Irmãos migrantes
Patrick Chamoiseau
Posfácio de Vanessa Massoni da Rocha
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Irmãos migrantes é um manifesto político-poético contra a barbárie contemporânea das migrações forçadas. Em dezoito capítulos breves, Patrick Chamoiseau, um dos grandes nomes da literatura francesa e caribenha, ergue sua voz contra a violência que marca uma das maiores crises humanitárias do presente. Com escrita de intervenção e inventividade poética, articula urgência ética e criação de linguagem para propor novos imaginários. À brutalidade das fronteiras e ao fechamento dos Estados-nação, opõe a mundialidade de Édouard Glissant como alternativa à globalização do consumo. Inspirado em Pasolini, vê nos vagalumes lampejos de esperança que anunciam futuros possíveis. Nascido na Martinica, em 1953, Chamoiseau é autor vasta obra incluindo romances, ensaios e contos; esta edição conta com tradução de Prisca Agustoni, posfácio de Vanessa Massoni da Rocha e texto de orelha de Tiganá Santana. |
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O contador, a noite e o balaio
Patrick Chamoiseau
Posfácio de Michel Mingote
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Subvertendo as fronteiras entre ensaio e literatura, Patrick Chamoiseau reflete em O contador, a noite e o balaio sobre a escrita, a fala e o gesto criador. Inspirado na “oralitura”, conceito central da poética antilhana, volta-se ao velho negro escravizado das Antilhas do século XVII que, à noite, transforma-se em “mestre da palavra”: o contador crioulo, origem simbólica da literatura antilhana. Sua palavra inaugura uma forma de resistência simbólica à colonização e um sistema de forças que se opõe à violência das plantações. Traduzido por Henrique Provinzano Amaral, com posfácio de Michel Mingote, o ensaio amplia o diálogo entre literatura, dança, música e artes visuais, evocando Aimé Césaire e Édouard Glissant. Nascido na Martinica em 1953, vencedor do Prêmio Goncourt com Texaco, Chamoiseau é uma das vozes mais expressivas da literatura caribenha. |
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Contos dos sábios crioulos
Patrick Chamoiseau
Posfácio de Edimilson de Almeida Pereira
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Autor de uma obra que transita entre o romance e o ensaio, vencedor do Prêmio Goncourt em 1992, Patrick Chamoiseau é hoje uma das vozes mais expressivas da literatura francesa. Herdeiro da tradição antilhana de Aimé Césaire e Édouard Glissant, o escritor martinicano, natural de Fort-de-France, é um dos principais teóricos da “crioulidade”, e sua escrita reflete as complexidades linguísticas caribenhas em diálogo com as dinâmicas globais da afrodiáspora e da decolonialidade. Contos dos sábios crioulos, seu primeiro livro de narrativas curtas publicado no Brasil, remonta ao período escravagista das Antilhas. Associando elementos das culturas africana e europeia, e apresentando personagens humanos ou sobrenaturais, estas dez histórias dão voz a um povo que busca driblar a fome, o medo e a vigilância colonial, ao mesmo tempo em que, por desvios e astúcias, transmitem sua mensagem de resistência também aos senhores. |
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