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Infanto-juvenil
 
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Disponível a partir de 27/04/2026
         




 
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Juma, uma infância na Tanzânia

 

Nasrin Siege

Tradução de Claudia Abeling
Ilustrações de Greta Comolatti
Ensaio de Cristina Vicentin

192 p. - 13.5 x 18 cm
ISBN 978-65-5525-273-6
2026

A vida do garoto Juma e de seus amigos em Dar es Salaam, na Tanzânia, não é muito diferente daquela das crianças brasileiras nas ruas de nossas grandes cidades. Inspirada nos depoimentos reais de jovens com os quais conviveu na África — e partilhando o ponto de vista das crianças —, a psicoterapeuta alemã de origem iraniana Nasrin Siege criou uma narrativa que, sem omitir os aspectos difíceis da vida nas ruas, consegue ser ao mesmo tempo bela, sensível e comovente. Em Juma, uma infância na Tanzânia acompanhamos as alegrias e os dissabores do protagonista e de seus companheiros enquanto tecem alianças para sobreviver num território hostil, que não foi desenhado para eles. Voltado para adolescentes e para adultos, o livro conta com um posfácio da autora e o ensaio “Escutar o que as crianças africanas dizem às crianças brasileiras”, de Cristina Vicentin, professora no Instituto de Psicologia da USP.


Texto orelha

Juma é um menino que vive em Dar es Salaam, uma cidade à beira-mar, na Tanzânia. Neste livro, acompanhamos suas aventuras ao longo de uma infância marcada por acontecimentos extremos: fome, violência, doenças, alcoolismo paterno — e a tentativa de escapar desse mundo. A história é de Juma, mas também é de tantas outras crianças.
A Tanzânia fica no continente africano, às margens do Oceano Índico. Apesar da distância geográfica, a história de Juma não é tão estrangeira para nós, leitores brasileiros. Ela dialoga com personagens da nossa literatura, como Miguilim e Dito, de Campo Geral, de Guimarães Rosa, e Pedro Bala, Sem-Pernas e os meninos de Capitães da areia, de Jorge Amado, e com a vida real de muitas crianças brasileiras.
Quando a mãe morre, a avó decide ficar com Juma e seu irmãozinho. “Sou velha e fraca, não tenho muita comida, mas vou cuidar deles”, ela diz. Do quase nada que tem, faz cuidado. E cuidar é, aqui, gesto de resistência — uma escolha pela vida.
Juma tenta aliviar a avó do peso desse gesto. “Por minha causa você não precisa se preocupar. Já sei me virar sozinho”, ele pensa. Mas é certo que ninguém se vira sozinho. Precisamos uns dos outros. Isso vale para Juma, para sua avó e para seus amigos — Akbar, Nyota e todos os demais. Muita gente, porém, culpa as crianças por estarem sempre cansadas, famintas, sem banho ou com roupas rasgadas. Elas esquecem que uma vida não se constrói sozinha.
Durante boa parte da história, Juma está na rua com seus amigos — sem comida, sem roupa, sem banho, sem escola e com redes de cuidado muito precárias. Assim, nossos aventureiros precisam inventar estratégias para sobreviver: fazem bicos, guardam carros, perambulam pelos mercados em busca de comida, pedem esmolas às pessoas que cruzam nos caminhos. Aprendem a se virar nas brechas da cidade, contando com os vizinhos, com os irmãos, com os amigos e com o mar.
Contam ainda com a sabedoria de quem vive por um triz e não tem nada a perder: “Por mim, tanto faz se eu morrer”. “Mas como eu ainda estava vivo, tinha de ir para algum lugar.” “Hoje prefiro viver. Quero traçar todas as minhas peras.” Com falas como essas — e com as histórias que ganham voz nestas páginas — Juma: uma infância na Tanzânia nos ensina a persistência e a responsabilidade diária que é estar vivo.

Luciana Pires


Sobre a autora
Nasrin Siege nasceu na cidade de Teerã, no Irã, em 1950, e aos oito anos de idade sua família transferiu-se para a Alemanha, onde ela estudou, formando-se em Psicologia em Kiel e trabalhando em seguida como psicoterapeuta em Frankfurt. Em 1983, Nasrin mudou-se com o marido e a filha de dezesseis meses para a Tanzânia, onde residiram por três anos. Seu filho mais novo nasceu em Nairóbi, no Quênia. Depois dessa primeira temporada, ela e a família viveram na África até 2016, passando por Zâmbia, Tanzânia, Madagascar e Etiópia, com breves retornos à Alemanha. Durante sua segunda estadia na Tanzânia, entre 1994 e 2003, Nasrin dedicou-se a trabalhar com crianças em situação de rua em Dar es Salaam. Em 1996, fundou com amigos na Alemanha a associação Hilfe für Afrika e.V., por meio da qual continua a apoiar, tanto financeiramente quanto com orientação técnica, iniciativas de assistência à infância e projetos de combate à pobreza no continente africano. Autora de inúmeros livros infantis e juvenis, Nasrin Siege é também uma compiladora de mitos e histórias tradicionais africanas, que são para ela uma fonte contínua de inspiração. Assim como Juma, uma infância na Tanzânia, vários de seus livros têm como tema as crianças na África, reelaborando as experiências dos meninos e meninas que conheceu e que segue acompanhando. Entre as principais distinções que seu trabalho recebeu destacam-se a Cruz do Mérito Federal de Primeira Classe, da República Federal da Alemanha (2022), o Prêmio Two Wings, da Áustria (2006), e o Prêmio de Literatura Infantil concedido em 1993 pelo Comissariado para a Migração e a Integração do Senado de Berlim por seus primeiros livros — Sombo, das Mädchen vom Fluss (Sombo, a menina do rio) e Wie der Fluss in meinem Dorf (Como o rio na minha aldeia). Desde 2016, Nasrin Siege vive na Alemanha, embora continue a visitar o continente africano com regularidade. Mais informações sobre a autora podem ser encontradas em www.nasrin-siege.com e www.hilfefuerafrika.de.


Sobre a tradutora
Claudia Abeling nasceu em São Paulo, em 1965. Depois de trabalhar como editora em algumas casas de edição de São Paulo e também de Frankfurt, na Alemanha, concentrou suas atividades profissionais na tradução literária do alemão. Entre os títulos que verteu para o português, dois foram finalistas do Prêmio Jabuti. Também é autora dos livros de poemas p:l:a:n:g:e p:l:a:n:g:e (Quelônio, 2019) e a que manca (no prelo).


Sobre a ilustradora
Greta Comolatti nasceu em 1997 e é desenhista formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, em 2022. Vive atualmente em São Paulo, onde desenvolve um trabalho artístico independente. Também colabora como ilustradora para um escritório de arquitetura em Milão. Em parceria com Babette Costa, ilustrou o livro A onça esfomeada e os bichos espertos, de Ugise Kalapalo, edição bilíngue kalapalo-português com tradução e adaptação de Veronica Monachini (Escuta Aqui Bem-Te-Vi, 2025).

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