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Cinema e teatro
 

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Análise-ação
Práticas das ideias teatrais de Stanislávski

 

Maria Knebel

Organização de Anatoli Vassíliev
Revisão técnica de Natália Issáeva

Posfácio de Adolf Shapiro


328 p. - 16 x 23 cm
ISBN 978-85-7326-641-2
2016 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

A atriz Maria Knebel se tornou diretora de teatro em 1935, numa época em que essa função raramente era atribuída a uma mulher. Em 1936, Stanislávski a convida para ensinar com ele e ser sua assistente. Nessa altura, ele estava desenvolvendo os métodos da "análise-ação" e das "ações físicas" através de études e improvisações. A partir de 1954, Maria Knebel começa a expor e sintetizar, em A palavra na arte do ator, um panorama completo do trabalho de Stanislávski, incluindo seus últimos avanços metodológicos. Essa obra, logo seguida por Sobre a análise ativa da peça e do papel, rapidamente se tornaria o manual de referência de várias gerações de praticantes de teatro para compreender o sistema de Stanislávski. Baseando-se em diversas memórias de cursos e conversas com o co-fundador do Teatro de Arte de Moscou, ela alterna essas recordações com uma abordagem teórica do jogo do ator, em que o trabalho psíquico e o trabalho físico se mesclam numa pesquisa criativa constante. Este livro duplo, organizado, adaptado e vastamente anotado por Anatoli Vassíliev - ex-aluno de Knebel, fundador da Escola de Arte Dramática e um dos mais renomados diretores russos da atualidade -, traz ainda uma apresentação biográfica de Maria Knebel escrita por Adolf Shapiro, um texto de Knebel sobre o ator Mikhail Tchekhov e uma série de anexos que complementam a leitura dos dois textos principais e permitem retornar às fontes do ensinamento de Stanislávski, agora traduzido diretamente do russo.


Sobre a autora
Pedagoga teatral, atriz e diretora, Maria Knebel nasceu em Moscou no ano de 1898. Começou a estudar teatro em 1921, no Estúdio dirigido por Mikhail Tchekhov, e em seguida foi aceita como atriz no Teatro de Arte de Moscou, sob direção de Vladímir Nemirôvitch-Dântchenko. Em 1935 passa a trabalhar como pedagoga de "Palavra Artística" no Estúdio de Ópera e Arte Dramática, que Stanislávski manteve em sua casa até 1938, ano de sua morte. Foi então diretora do Teatro Central Infantil, onde coordenou, junto com Aleksei Popóv, o curso de direção do Instituto Estatal de Artes Teatrais (GITIS). Knebel é reconhecida por sistematizar e manter viva a pedagogia da Análise Ativa, objeto de inúmeros artigos e livros ao longo de sua vida, e também por seu trabalho como pedagoga, pelo qual foi reconhecida com o título de Artista do Povo da Rússia. Entre seus alunos estão alguns dos mais importantes diretores da segunda metade do século XX, como Anatoli Efros, Anatoli Vassíliev, Adolf Shapiro e Leonid Kheifits. Faleceu em 1985, em Moscou.


Sobre o organizador
Nascido em 1942, Anatoli Vassíliev se formou na faculdade de química em Rostov-do-Don. Em 1968, após servir na Marinha, entrou no curso de direção do Instituto Estatal de Artes Teatrais (GITIS), onde estudou com Andrei Popóv e Maria Knebel. Em 1987 abriu seu próprio teatro, a Escola de Arte Dramática, com o espetáculo Seis personagens em busca de um autor, de Luigi Pirandello. O teatro logo se transforma em um verdadeiro laboratório de experimentação e os espetáculos de Vassíliev rodam os países da Europa e do mundo, participando de diversos festivais internacionais (Avignon, Holland Festival e Hellenic Festival, entre outros). Vassíliev realizou encenações na França, Alemanha, Hungria, Grécia etc., e conduziu oficinas e workshops em várias partes do mundo. Em 2005, tornou-se o diretor artístico da faculdade de direção no instituto teatral ENSATT, em Lyon. Em 2006, após desentendimentos com a administração de Moscou, é expulso da Rússia e continua suas atividades na Europa. Seu espetáculo mais recente foi La Musica, La Musica deuxième, baseado na peça de Marguerite Duras e encenado na Comédie Française em 2016. É autor de diversos livros publicados na França, Itália, Alemanha e Hungria. Foi vencedor dos prêmios Stanislávski, Golden Mask e Ubu, este o maior prêmio teatral italiano. Na França, foi condecorado com os títulos de Comendador da Ordem das Artes e das Letras e Cavaleiro da Ordem das Palmas Acadêmicas.


Sobre os tradutores
Marina Tenório nasceu em Moscou, numa família russo-brasileira, e passou a infância e a adolescência entre os dois países. Graduou-se em direito pela USP e estudou teatro em Moscou, onde se formou com o diretor Anatoli Vassíliev. Nesse período, trabalhou também com o coreógrafo e dançarino japonês Min Tanaka. Mais tarde, concluiu o mestrado em coreografia pela HZT, em Berlim. Atualmente, desenvolve trabalhos próprios em dança e teatro e dedica-se à tradução literária. Traduziu diretamente do russo a novela O duelo, de A. P. Tchekhov (Editora 34, 2014).


Diego Moschkovich é diretor de teatro e tradutor. Tem bacharelado em Artes Cênicas pela Academia Estatal de Artes Cênicas de São Petersburgo (LGITMiK) e é mestrando em Literatura e Cultura Russa na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP), onde pesquisa as heranças históricas de Stanislávski e Meyerhold. Traduziu Do teatro, de Vsévolod Meyerhold (Iluminuras, 2012) e Stanislávski ensaia, de Vassíli Toporkov (É Realizações, 2016). Foi assistente de direção e tradutor no projeto Masters in Residence do Instituto Grotowski (Wroclaw, Polônia, 2011-12), sob direção de Anatoli Vassíliev. No Brasil, fez a assistência de direção para Adolf Shapiro nos dois trabalhos realizados com a Mundana Companhia (Tchekhov 4, 2010, e Pais e filhos, 2012), e para Georgette Fadel em O duelo (2013). Dirigiu, entre outros espetáculos, Caixa, de Stephen Belber, Dezembro e Neva, de Guillermo Calderón, e Huis Clos: a portas fechadas, de Jean-Paul Sartre. É diretor do Laboratório de Técnica Dramática, grupo de estudo e pesquisa sobre a metodologia da Análise Ativa.


Veja também
Teatro completo
Clássicos do conto russo
Teatro do Oprimido
e outras poéticas políticas

 


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