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Lev Tolstói
120 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-390-9
2007
Esta novela é uma das obras mais impactantes e controversas de Tolstói. Ainda antes de ser publicada em 1891, cópias de seu manuscrito provocaram escândalo dentro e fora da Rússia, levando, mais tarde, à sua proibição nos Estados Unidos. Sem dúvida, os sentimentos exaltados que esta novela evoca encontram paralelo na famosa peça de Beethoven conhecida como Sonata a Kreutzer, composta em 1803, que não apenas inspirou o título do livro como constitui um de seus motivos centrais.
Tolstói era tão sensível à música — considerava-a capaz de exercer uma influência profunda sobre a conduta humana — que foi justamente ao ouvir uma apresentação dessa sonata em sua própria casa, na primavera de 1888, que ele retomou uma ideia que já o ocupara antes: retratar, de forma aguda e radical, o desequilíbrio nas relações entre homens e mulheres, a questão da infidelidade no casamento e a hipocrisia social que cerca tudo o que diz respeito ao sexo.
Lançando mão de sua experiência pessoal, de manuais de ginecologia, de conselhos médicos para a higiene feminina, e do relato que ouvira das angústias de um homem ante a traição de sua esposa, o autor de Guerra e paz criou uma narrativa de caráter alucinatório, cujo enredo dialoga com as escalas vertiginosas do piano e do violino na sonata de Beethoven, e no qual o andamento inexorável da tragédia se soma à lucidez cristalina da linguagem.
Sobre o autor
Lev Nikoláievitch Tolstói nasceu em 1828, em Iásnaia-Poliana. Um dos principais nomes da literatura russa, é autor de Guerra e paz, Ana Karênina e A morte de Ivan Ilitch, entre outros. Espírito inquieto e idealista, procurou reencontrar a caridade do cristianismo primitivo. Faleceu aos 82 anos de idade, na estação ferroviária de Astapovo, após fugir de casa para isolar-se em um mosteiro.
Sobre o tradutor
Pioneiro do curso de Língua e Literatura Russa da Universidade de São Paulo, Boris Schnaiderman nasceu na Ucrânia em 1917 e veio para o Brasil em 1925. Verteu para o português, com reconhecida excelência, obras de Púchkin, Górki, Tolstói e Dostoiévski, entre outros. Em 2007, foi agraciado pelo governo da Rússia com a Medalha Púchkin, em reconhecimento por sua contribuição na divulgação da cultura russa no exterior.
Veja também
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