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Joaquim Nabuco
Apresentação de Alfredo Bosi
288 p. - 16 x 23 cm
ISBN 978-85-7326-486-9
2012
- 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
"A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil" - escreveu Joaquim Nabuco numa passagem central, e desde então muito citada, de Minha formação. Publicadas em forma de livro em 1900, estas memórias são ainda hoje um dos documentos mais belos e instigantes sobre a formação de um intelectual e homem público brasileiro.
Passo a passo, de maneira não linear, mas seguindo o fluxo dos afetos e das inquietações da inteligência, Nabuco desenha aos olhos do leitor sua infância num engenho da zona do Cabo, em Pernambuco, os estudos em São Paulo e Recife, as leituras, as campanhas políticas durante o Segundo Reinado, o impacto de metrópoles como Londres, Paris ou Nova York e, cerne de sua atuação, o seu compromisso profundo com a libertação dos escravos, a questão crucial do país no último quarto do século XIX.
Este volume segue a edição princeps anotada pelo autor e inclui, em apêndice, dois textos raros: a versão original do célebre capítulo "Massangana", redigida em francês por Nabuco, e um resumo autobiográfico, datado de seu segundo período norte-americano, que permaneceu até hoje inédito em português. O volume conta ainda com apresentação de Alfredo Bosi, professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, que aponta, na prosa memorialística de Nabuco, os momentos de força que assinalam a tomada de consciência daquele que seria o mais influente de nossos abolicionistas.
Sobre o autor
Joaquim Nabuco nasceu no Recife em 1849, filho do senador Nabuco de Araújo, um dos líderes do Partido Liberal durante o reinado de Dom Pedro II. Em 1870 formou-se na Faculdade de Direito do Recife, após ter estudado no Rio de Janeiro e em São Paulo, e em 1876, depois de uma série de viagens pela Europa, foi nomeado adido da Legação Brasileira em Washington, nos Estados Unidos. Em 1878, com a morte do pai, foi eleito para o parlamento brasileiro e durante anos devotou-se por completo à causa da abolição da escravatura em seu país. Até a Lei Áurea, em 1888, levou a vida de um agitador abolicionista, propagando suas ideias por todos os meios — atividades no parlamento, comícios populares, jornais e livros. Em 1889, com a proclamação da República, permaneceu fiel à Monarquia e na década seguinte dedicou-se a escrever diversos livros, como Um estadista do Império (1897-99) e Minha formação (1900), participando também, em 1897, da fundação da Academia Brasileira de Letras. Em 1899 recebeu convite do governo republicano para assumir a causa do Brasil numa disputa de fronteiras com a Guiana e, dois anos depois, aceitou a nomeação para o posto de ministro brasileiro na Inglaterra, ao qual se seguiu o cargo de embaixador nos Estados Unidos, em 1905. Faleceu em Washington, em 1910.
Veja também
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