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Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo ptolomaico e copernicano

 

Galileu Galilei

Tradução de Pablo Rubén Mariconda
Coedição: Editora 34 / Associação Filosófica Scientiae Studia

888 p. - 17 x 25 cm
ISBN 978-85-7326-470-8
2011 - 1ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

O Diálogo sobre os dois máximos sistemas encerra o período de 1610 a 1632, no qual Galileu realiza uma impressionante campanha a favor do copernicanismo e da liberdade de pensamento, que ultrapassa as fronteiras da ciência para dirigir-se ao público em geral, ao conjunto da cultura organizada de sua época. Por isso, o Diálogo é uma obra de combate, cujo objetivo indisfarçável é o de fazer rever o édito de 1616 da Inquisição romana que proibia o De revolutionibus de Copérnico. Para alcançar essa meta, uma estratégia científica incisiva e precisa: provar o movimento da Terra por meio de uma explicação mecânica das marés. Galileu realiza essa tarefa passo a passo, destruindo na Primeira Jornada a cosmologia tradicional, justificando na Segunda e Terceira Jornadas os movimentos de rotação e translação da Terra, para na Quarta Jornada, com base no duplo movimento da Terra, explicar as marés. Ao afirmar assim o caráter planetário da Terra, Galileu destrói os fundamentos antropocêntricos da visão tradicionalista cristã. E, de fato, será condenado em 1633 por esta obra que inaugura a ciência moderna e redesenha o mapa da cultura ocidental.


Sobre o autor
Galileu Galilei (1564-1642), físico, matemático e astrônomo italiano, é considerado o pai da ciência moderna. Vivendo a maior parte de sua vida em Pisa e Florença, Galileu desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e dos movimentos pendulares. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Aprimorando o uso do telescópio refrator, Galileu foi um dos primeiros astrônomos a registrar as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vênus, quatro dos satélites de Júpiter e os anéis de Saturno. Foi também um dos mais corajosos defensores do heliocentrismo, desafiando a Inquisição e os dogmas da Igreja, e contribuiu decisivamente para o estabelecimento do método científico empírico.


Sobre o tradutor
Pablo Rubén Mariconda, nascido em 1949 na cidade de Buenos Aires, é desde 2005 Professor Titular de Filosofia da Ciência no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Desde 2003 é editor responsável da Scientiae Studia - Revista Latino-Americana de Filosofia e História da Ciência.
         Além das traduções comentadas de Galileu Galilei, Duas novas ciências (Nova Stella/Istituto Italiano di Cultura, 1987) e o Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo ptolomaico e copernicano (Discurso/Fapesp, 2001; Discurso/Imprensa Oficial, 2004; Editora 34/Scientiae Studia, 2011), publicou, em coautoria com Júlio Vasconcelos, Galileu e a nova física (Odysseus, 2006).


Veja também
Controvérsias sobre a ciência
Por uma sociologia transversalista da atividade científica
A invenção das ciências modernas

 


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